Menu

Terapia de reposição

O tratamento aprovado pelo FDA para a doença de pulmão decorrente de deficiência de AAT é a terapia de reposição. Terapia de reposição é a administração da proteína alfa-1 através da veia. Esta proteína é extraída do sangue de pessoas sadias, é então purificada e administrada

em pacientes com deficiência de AAT que apresentem com doença pulmonar (enfisema). A terapia é administrada semanalmente e até que outra forma de tratamento esteja disponível, deve ser mantida por toda a vida.

Terapia de reposição é considerada a única modalidade terapêutica especifica para deficiência de AAT . Todavia antibioticoterapia, vacinação contra hepatite e influenza, diminuição de fatores de risco como tabagismo, exercícios, dieta saudável e oxigênio (se necessário) são medidas terapêuticas complementares.

Qual é o objetivo do tratamento?

O objetivo do tratamento de reposição é aumentar o nível da proteína alfa-1 nos pulmões. Alfa-1 antitripsina protege os pulmões dos efeitos destrutivos de uma enzima chamada elastase neutrofilica; essa enzima é liberada pelas células brancas do sangue e está aumentada nos processos inflamatórios.

Portanto, o objetivo final é diminuir a progressão da doença pulmonar, substituindo a proteína alterada por normal. O tratamento não recupera a perda funcional pulmonar já estabelecida, como tão pouco cura a deficiência de AAT.

Tratamentos disponíveis

Nos USA existem 4 tratamentos de reposição aprovados pelo FDA e mais tratamentos são esperados para um futuro breve. Esses tratamentos são: Prolastin-C® produzido por Talecris Biotherapeutics, Aralast NP™ da Baxter Healthcare, Zemaira® da CSL Béring and Glassia® da Kamada Ltd. Trypsone® da Grifols esta disponível na Espanha. Prolastin é comercializada desde 1988 com excelente resultados. Aralast NP e Zemaira foram introduzimos no Mercado em meados de 2003 e Glassia em 2010. Essas drogas foram aprovadas porque demonstraram ser comparáveis com a Prolastina em relação a eficácia.

Todos os tratamentos de reposição disponíveis exigem preparo antes de serem administrados. Por esta razão, o tratamento de reposição é tipicamente administrado pelos profissionais de saúde na casa do paciente, nos consultórios médicos, centros especializados em infusões medicamentosas.

Algumas vezes Alfas preferem administrar a medicação eles próprios. Esses pacientes recebem instruções especificas dos profissionais de saúde e permissão de seus médicos. Os seguros de saúde muitas vezes determinam onde as infusões devem ser administradas.

Quem deve receber terapia de reposiçao? E quando começar?

Terapia de reposição deve ser prescrita para pacientes com deficiência de AAT comprovada e enfisema. Existem controvérsias sobre terapia de reposição e doenças pulmonares severa. Em alguns estudos publicados desde a introdução da terapia de reposição, benéficos do tratamento foram encontrados apenas em certos grupos de pacientes.

Neste estudos, o efeito mais dramático foi encontrado nos pacientes com função pulmonar de comprometimento leve. O que era praticamente esperado, já que é difícil melhorar a função pulmonar quando esta é severa.

Baseado neste estudos, alguns médicos consideram a terapia de reposição somente para pacientes com lesão pulmonar leve ou moderada. No entanto, a terapia de reposição é considerada preventiva mais do que curativa, ou seja diminui a progressão da doença pulmonar. Por isso, parece lógico prescrever tratamento de reposição o mais precoce possível, logo após a doença pulmonar ser diagnosticada, pois sabe-se que a doença pulmonar é progressiva mesmo quando os principais fatores de risco são eliminados (como tabagismo por exemplo).

Não é possível prever quais indivíduos com deficiência de AAT irão desenvolver doença pulmonar, e também porque os estágios precoce da doença pulmonar são difíceisl de serem diagnosticados. Desta forma pode-se sugerir que todos os pacientes com deficiência de AAT devam receber terapia de reposição para manter o pulmão o mais sadio possível. Se a terapia de reposição fosse 100% segura e efetiva, fácil de ser administrada, de custo acessível e ao alcance da maioria dos pacientes, sem duvida deveria ser prescrita universalmente.

Considerações antes de iniciar a terapia de reposição

Antes de começar a terapia de reposição, o paciente deve ser testado para deficiência de IgA, uma outra doença hereditária que potencia reações alérgicas severas a produtos derivados do plasma.

Recomendamos vacinação contra hepatite A e B para todos os indivíduos com deficiência de AAT para reduzir o risco de doença hepática. Vacinação consta de uma serie de 3 injeções, geralmente administradas num período de 6 meses. Terapia de reposição pode ser começado independentemente da vacinação para hepatite.

Indivíduos recebendo qualquer tipo de terapia de reposição tem apresentado alguns sintomas colaterais, mas a maioria dos pacientes em tratamento nunca tiveram nenhum problema importante. O efeito colateral mais comum apos infusão é mal estar e sintomas de gripe que geralmente duram 24 horas. Esses sintomas podem ser reduzidos ou ate eliminados se a droga é administrada mais lentamente. Alguns pacientes apresentam reações alérgicas leves: vermelhidão no corpo, prurido, aperto no peito, falta de ar e chiado no peito. Porem, a maioria destes pacientes podem continuar a receber o tratamento se tomam medicação anti alérgica, como Benadril, antes das infusões. Muito raramente os efeitos colaterais são severos obrigando o paciente a interromper o tratamento.

Em estudos clínicos, as três marcas de Terapia de Reposição apresentaram as mesmas incidências de efeitos colaterais. Alguns paciente relatam que os sintomas aparecem com determinada marca de Terapia de Reposição (produtos de diferentes companhias farmacêuticas). Qualquer paciente que apresente efeitos colaterais severos devem ser observados e monitorizados em clinicas especializadas ou hospitais. Especialmente se tiver que trocar de marca de Terapia de Reposição.

O FDA aprovou a dose de 60 mg/kg de peso administrada uma vez por semana para todas as drogas usadas no tratamento de reposição. Por exemplo, a dose recomendada para uma pessoa de 75 kg e 4,500 mg/semanal.